O Governo do Distrito Federal (GDF) pretende convocar profissionais aposentados da Secretaria de Saúde para reforçar a atenção básica. A proposta será encaminhada à Câmara Legislativa (CLDF) nos próximos dias. O objetivo é trazer de volta ao serviço médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem para enviá-los a unidades básicas de saúde (UBS) e de pronto-atendimento (UPAs).

Segundo o governador, Ibaneis Rocha (MDB), a meta inicial é reconduzir pelo menos 100 profissionais ao atendimento pelo prazo de um ano, prorrogável por mais um. Para fechar o projeto de lei, a equipe econômica do GDF estuda a viabilidade financeira das contratações e o valor da gratificação.

[A contratação dos profissionais] seria pelo prazo de um ano, prorrogável por mais um. [O projeto] está em análise para levantar o quantitativo [de profissionais], mas a ideia seria para atender as demais unidades de saúde não contempladas no projeto aprovado pela Câmara”, declarou o governador, referindo-se à expansão do modelo de gestão do Instituto Hospital de Base (IHB) a outras unidades da rede pública.De acordo com técnicos do Executivo, apesar da pressa do GDF em ocupar as unidades de saúde, o governador não quis incluir a proposta no projeto do IHB. O texto da convocação, a princípio, deverá ser votado logo que a Casa retorne do recesso parlamentar, a partir de 1º de fevereiro.

A ideia é parecida com a adotada na Polícia Civil e na Polícia Militar, nas quais servidores aposentados estão sendo reconduzidos às corporações para reforçar a segurança. No caso dos militares, eles terão um vencimento fixo, auxílio-fardamento e poderão fazer cinco serviços voluntários, o que ampliaria em R$ 2 mil o contracheque deles.

É neste ponto que o governo ainda tem dificuldades. O GDF afirma ter assumido as contas com um rombo de mais de R$ 5 bilhões, com valor final ainda a ser fechado pelas secretarias e empresas públicas. Por isso, o Executivo vê com cautela a nova despesa com os servidores.

 
Críticas


O texto ainda não foi finalizado, mas já sofre críticas. O presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (Cesc) da CLDF, Jorge Vianna (Podemos), afirma que analisará melhor o projeto, mas acredita na necessidade de a Saúde ser “oxigenada”.

Talvez a ideia seja suprir áreas que não tenham sido devidamente preenchidas, como a pediatria. Temos várias pessoas concursadas aguardando convocação, prontas para guerra. Hoje, os servidores pedem ‘pelo amor de Deus’ para se aposentarem, porque não aguentam mais as más condições de trabalho. Não acredito que quem está no seu descanso vá querer voltar”, afirma o deputado distrital.

O presidente do Sindicato dos Médicos (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, afirma que a proposta do governador não é nova e partiu da própria categoria, ainda na gestão de Agnelo Queiroz (PT). “Ela vai reduzir o déficit da Saúde, que é de pelo menos de 3,5 mil médicos. Agora, espero que ele [Ibaneis] pelo menos mande o projeto para o nosso sindicato, para que não seja feita a besteira que é essa expansão do IHB”, disse o dirigente.

Fonte: https://www.diariooficialdf.com.br/

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